Os efeitos terapêuticos do ginásio…

Terça-feira foi um dia difícil, daqueles em que tudo corre mal… E eu, que nasci com o rabinho virado para a lua, não estou habituada a isto.

Não consegui levantar-me às oito para fazer uma data de coisas de que precisava antes de ir trabalhar, tais como arrumar a casa e ir ao Registo Civil e saí de casa chateada comigo própria  porque há vários dias que não havia força de vontade que me tirasse da cama a horas.

Andava às voltas com uma série de decisões que preciso de tomar… Estava preocupada com duas responsabilidades que assumi na Candeia… E andava numa de anti-social, sem estar com ninguém há algum tempo.

Depois de almoço, não consegui fazer a digestão e fiquei mal disposta a tarde toda enquanto trabalhei arduamente num ficheiro com mais de trezentos megas que tinha que entregar num cliente no dia seguinte. Para ajudar ainda mais, recebi uma mensagem da Tatiana a dizer que o senhor a quem tínhamos alugado a casa para o fim-de-semana em Guimarães tinha ligado a dizer que afinal estava ocupada e comecei a ver o nosso weekend a ir pelo cano.

Para finalizar em beleza, às 17h30 da tarde o pc do escritório teve um bug e apagou-me o trabalho das 4 horas anteriores! Não é maravilhoso?

Ainda ponderei não ir ao ginásio e ficar a trabalhar, mas depois pensei: “Não! Vou sair, vou ao ginásio, apanhar ar, como qualquer coisa e depois venho!” Tinha a certeza que se fosse ao ginásio ia ficar muito melhor.

E assim foi. Fiz uma aula fantástica de Body Ballance, e acabei por fazer a digestão do almoço. Fui jantar a casa da minha mãe e depois voltei para o escritório. Com 1h30 de esforço informático consegui recuperar os dois ficheiros e em meia hora despachei o que me faltava. Dormi, acordei cedo, fui ao Registo, deixei a casa num brinco, e quando cheguei ao escritório tinha uma mensagem da Tatiana a dizer que tínhamos arranjado casa em Guimarães, apresentei o trabalho no cliente e voltei de lá com imensos elogios e ao fim do dia diverti-me à grande e à francesa no churrasco em casa do Antão!

Pronto! Voltei a lembrar-me que a única coisa que não tem solução é a morte e as doenças crónicas 🙂

Just being at home

Hoje dei uma de Sofia Castro e saí do trabalho às 16h30, após uma reunião com mais 13 pessoas. Tinha o meu trabalho feito, e ainda tinha que passar no escritório à noite, por isso vim da Assembleia da República directamente para casa, sem passar pela casa de partida, que é como quem diz o escritório.
Vim para casa, ainda com luz do dia, o que é raro, e, simplesmente, estive em casa… a arrumar papéis, a mudar livros de prateleiras, a ler no sofá, a ler cartas antigas deitada no tapete, a ouvir rádio… e depois ainda tive a visita do Chico para um cafezinho rápido (mas sem café).
Não deixa de ser uma sensação estranha, tanto tempo para estar em casa… depois da aula de canto e de uma rápida passagem no escritório, voltei para jantar e agora sim, É SEXTA-FEIRA, YEAH! e eu vou para a brincadeira daqui a pouco depois de ter estado a namorar a minha casa mais tempo do que o que costumo passar cá durante os cinco dias da semana!

021 - Just being at home - Destaque

Imagem “Home sweet home”
Fonte: O Mundo de Alice