Bom dia!

Hoje, em Oeiras, acordámos assim… Bom dia!imageimageimage

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Os Dias de Saturno

A minha história com este livro começou há mais de um ano, quando o Carlos Vaz Marques (pausa para vénia) decidiu convidar o Paulo Moreiras para um Café com Letras, uma iniciativa da Câmara Municipal de Oeiras que percorre as bibliotecas municipais do concelho e que consta de conversas entre autores portugueses e o público, moderadas pelo coordenador do Governo Sombra / Director da revista Granta / autor do Pessoal e Transmissível / melhor jornalista de rádio português (nova pausa para vénia). Fiquei cheia de vontade de ler “Os Dias de Saturno”, mas estava esgotado e tive que esperar até à Feira do Livro (Maio de 2012) para que, na sequência de uma combinação do meu pai com o Paulo Moreiras, tivesse direito a um exemplar com dedicatória do autor (grande pinta!).Na altura tinha começado recentemente a empreitada do “Guerra e Paz” e portanto “Os Dias de Saturno” ficaram em stand-by, até que, em Junho deste ano, decidi levá-los comigo para o Rio de Janeiro.Foi uma leitura absolutamente fascinante e que me transportou para a Lisboa do século XVIII, mesmo quando eu estava num parque com esta paisagem de sonho.

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Segui o Saturnino, protagonista das aventuras, por cada uma das vielas da cidade, com os seus cheiros e sons característicos. Com uma escrita absolutamente fluente, o Paulo leva-nos dos pinhais de Tomar até ao Rossio, sempre de coração nas mãos, para descobrir que mancha era aquela afinal que Saturnino transportava no peito desde a nascença. Apeteceu-me trincar os tremoços que a Lídia vendia ao pé  da Ermida de Nossa Senhora da Escada, apeteceu-me dar um enxerto nos capangas do Fidalgo, apeteceu-me beber vinho na Estalagem do Cachimbo na mesma mesa que o poeta Tomás Pinto e apeteceu-me estar à cabeceira da cama do Domingos Rodrigues a tentar reverter os efeitos da experiência química.

Obrigada Paulo! Obrigada CVM (pausa para vénia)! Muito, muito Obrigada!

A Conferência (finalmente)

Com 5 dias de atraso, o prometido texto sobre a Conferência do Nuno Rogeiro.

Claro que passados estes dias já não me lembro de muitos pormenores mas durante aquela hora e meia que passámos na Biblioteca de Oeiras, o Nuno Rogeiro abordou alguns temas muito interessantes. Alguns vou ter que investigar melhor com o Marcos, a minha referência no campos das Relações Internacionais.

O Tema era Portugal no Mundo, conferência integrada no Ciclo Conversas na Aldeia Global.

TANEGASHIMA
É uma ilha do Sul do Japão onde aparentemente houve o primeiro contacto entre europeus e japoneses. Está instalada na ilha uma estação espacial das mais modernas do mundo e ao lado, muito perto, um museu da presença portuguesa no Japão que é um dos mais completos sobre a presença portuguesa no Mundo. Já agora, vale a pena pensar nisto…

TRANSIÇÃO CASTELHANO – PORTUGUÊS
Segundo o Nuno Rogeiro, começa a haver sinais de uma transição do Castelhano para o Português em algumas zonas do Uruguai e do Chile, facto a que a proximidade e crescimento do Brasil não serão alheios. Talvez valesse a pena repensar a estratégia de investimento na promoção da língua além fronteiras porque se pensarmos no tamanho do rectângulo e no número de falantes de português, percebemos que talvez a língua seja um património importante.

RELAÇÕES UE – RESTO DO MUNDO
A UE é o nosso parceiro privilegiado, mas não tem que ser o único e muito menos os outros têm que ser secundários. Muito antes de se virar para a Europa, Portugal virou-se para o mar e foi isso que garantiu a nossa independência (hoje em dia apenas formal). Temos potenciais parceiros na América do Sul, em África, na Ásia, e comunidades de grande expressão na América do Norte e na Oceânia. As feridas da ocupação já estão sanadas e há mais Mundo para além da Alemanha. Talvez a nossa história nos dê pistas para a crise.

O ADEUS DA ESCÓCIA
Totalmente fora do contexto da conversa, mas, parece que há uma possibilidade da Escócia deixar de fazer parte do Reino Unido. Não sei nada sobre isto. Soou-me estranho. Será?

GOA
Perdemos Goa em 1961, numa batalha com uma enorme desproporcionalidade de forças. Sei pouco sobre esta história. E o falou-se de um episódio que me fez querer saber ainda mais. Adoro histórias de espionagem, é por isso que devoro os livros do Daniel Silva!