Mãos à obra!

A minha amiga Tatiana está há muito tempo à procura de um projecto na área dela, que a realize enquanto profissional.

Enquanto isso, não deixa os créditos por mãos alheias, nem está à espera que o estado a sustente. Vai-se dedicando a projectos que aparecem, ou cria os seus próprios projectos, para se ocupar, para melhorar o mundo à volta dela e simplesmente porque é assim… não consegue estar parada à espera que as coisas lhe caiam ao colo.

O último projecto é este Mercado da Nossa Gente que organiza uma vez por mês, ao Domingo, no Grupo Recreativo e Dramático 1º Maio em Tires, dando a oportunidade a várias pessoas de venderem objectos em segunda mão, de mostrarem as suas obras de artesanato ou de fazerem Workhsops.

Um espaço para comprar, vender, dançar, brincar e ouvir música. Um mercado com gente dentro.

Parabéns Taiti!

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Sampa D3 | Restaurantes

Sábado foi aquilo a que chamamos um dia preguiçoso, embora o ritmo alucinante de São Paulo não puxe muito para essa actividade.

De manhã fomos a uma feirinha com comida típica e artesanato e por lá ficámos a conversar e a comer pasteis:

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Também descobrimos que há mesmo MUITOS portugueses a viver aqui. Só na nossa mesa de almoço / lanche éramos 20 e nós os dois éramos os únicos de passagem. Saímos de casa tarde e a más horas. Andámos a pé (não muito) e fomos até Vila Madalena onde a malta tuga estava a almoçar (ou lá o que era) uma mega picanha. Aí pudemos ouvir as histórias de quem, contra vontade, foi obrigado a sair do país em busca de uma vida que sonhou diferente. Uns estão felizes, outros menos, mas todos a morrer de saudades de casa, com a noção de que não poderão voltar tão cedo e com a certeza de que, nos próximos tempos, vão gastar todas as economias e todos os dias de férias em idas a Portugal.

A tarde foi passada entre petiscos e cervejas e só de noite, já bem à hora do jantar é que nos apercebemos das horas.

São Paulo é como Nova Iorque, tem o melhor do mundo de toda a comida do mundo e portanto, depois da picanha e depois de muito discutirmos o nosso destino seguinte, seguimos para um rodízio de sushi absolutamente fantástico, com o serviço de mesa mais rápido que já vi, com comida maravilhosa e com um convívio à mesa que fez esquecer aos emigrantes e aos turistas todo o mundo fora das paredes do restaurante. E saímos de lá com este bom ar:

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O programa da noite já estava preparado pelo Francisco há mais de um mês: FUN Farra no Cine Jóia. À ida para lá, no táxi, perguntei-lhe se aquela zona era segura, uma vez que não me parecia nada que fosse e eu pretendia apanhar um táxi sozinha lá pelas quatro da manhã, quanto eles ficariam na festa até ao final da noite. O Francisco deu-me a resposta que eu já tinha adivinhado… “A zona não é boa, mas tens um ponto de táxis mesmo à porta, por isso sais da discoteca a correr, entras num táxi e já está!”. Exacto. Simples a vida em São Paulo!

Da noite ficam estas imagens, da autoria da Diana e um grande elogio do taxista que me levou a casa que depois de me dizer que eu tinha um sotaque engraçado e de me levar aos arames porque eu deteste brasileiros que acham que nós é que temos sotaque, respondeu ao meu “Eu? Sotaque? Mas tenho sotaque de onde?” com isto: “Do Rio de Janeiro. Dá pra notar bem que você é carioca!”. E pronto, quer dizer que o meu carioquês está a atingir a perfeição e eu gosto disso 🙂

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Fã da Praça

Há uns tempos decidi ouvir o que a minha avó me dizia e ir confirmar com os meus próprios olhos se ir à praça era mesmo giro e barato.

Já lá vão uns meses e, desde então, de 15 em 15 dias, ao Sábado é dia de levantar às 8h (diz a avó que ir à praça depois das 8h30 não vale a pena porque já não há nada de jeito), e rumar à Ribeira, onde há de tudo como na farmácia e, de facto, mais barato.

A D. Rosa dos tremoços já pergunta por mim quando eu não vou e a D. Celeste das batatas e cebolas pergunta-me sempre para que é que as quero para me poder ajudar a escolher as melhores. E livrem-se de pedir nectarinas em Outubro à m’nina Anabela da fruta, que ela diz logo que já não estão boas e que levem antes clementinas.

A D. Fátima dos legumes, outro dia, quando lhe comprei duas alfaces e umas cenouras ofereceu-me duas cabeças de bróculos e a D. Bela, também dos legumes, quando lhe peço ao Sábado cogumelos e digo que são para usar só na sexta-feira diz que me guarda na 5ª para serem mais frescos.

Isto já para não falar do menino do talho Gonzalez que me escolhe sempre a carne mais bonita que tem.

As idas à praça em família são um dos meus últimos divertimentos e já criei ali uma rede muito catita de contactos. A malta da praça é impagável… mesmo as senhoras do peixe, que se metem connosco sempre que passamos.

E cá estou eu a escolher não sei bem o que na banca da m’nina Anabela:

Em resumo, vantagens de ir à praça:

| É muito giro!

| É muito mais barato que o mais barato dos supermercados!

| As senhoras deixam-nos escolher e ainda ajudam!

| Oferecem-nos coisas (não é sempre, afinal de contas, elas vivem daquilo!)

| Há sempre montes de turistas e acaba-se sempre a manhã nalguma interacção do género explicar a uma americana que uma abóbora menina pode mesmo custar 0,60€ / kg

| Há o Cacau da Ribeira

| Não me lixem, cozinhar com coisas frescas não é o mesmo que com congelados

| Começar o Sábado às 08h30 implica ter Sábado que nunca mais acaba

| As frutas e legumes duram à vontade 15 dias ou mais sem se estragarem

| Ter compras em casa com este aspecto:

Alface Roxa, Alface Francesa, Alface Frisada, Bróculos (oferta), Cenoura, Coentros (oferta), Courgettes, Alho Francês, Bananas, Uvas, Pêra Rocha, Manga, Pêra Abacate, Tomate Cherry, Oregãos Frescos, Menta Fresca, Cogumelos Frescos e Morangos