Perdida no Vale

Para quem está à procura de uma coisa mesmo fixe e diferente para fazer este fim-de-semana, vou deixar-vos uma sugestão e nem precisam de sair de casa!

Há malta que faz coisas muito fixes. E depois há malta que faz coisas geniais.
É impressionante como uma equipa tão pequena consegue conceber e desenvolver um jogo com esta qualidade. De som, de desenho, de jogabilidade…

Monument Valley poderia ser um jogo normalíssimo, de plataformas, excepto pelo facto de ser, provavelmente, o jogo mais bonito do mundo.

Foi todo de enfiada, este fim-de-semana. O jogo base, o nível bónus e a extensão. Os 6€ (4+2) mais bem gastos dos últimos tempos…

Super recomendo!!!

http://www.monumentvalleygame.com/

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Estou mesmo geek!

E não acho que isto seja uma ofensa, de todo 🙂

É verdade que às vezes estou a falar com amigos meus e que já não entendem muitas coisas que eu digo, mas esta imersão no mundo da informática mudou muita coisa para melhor, como por exemplo ganhar uma visão mais crítica e exigente em relação às coisas. Entre essas coisas estão os jogos, especialmente os “de computador”.

O meu vício em Candy Crush Saga faz alguma comichão a alguma malta da informática (embora aquilo implique um mundo imenso de programação) e foi por isso que me introduziram ao Device 6. Epa, é surreal… É perfeito! 

O Device 6 é um thiller interactivo em que o jogador é o actor principal e se desloca por cenários estranhos, geralmente a preto e branco. Em grande parte do jogo, o formato lembra-nos a leitura de um livro, em que andamos para a frente e para trás à procura de pistas. A música incita ao ambiente de mistério e, para malta mariquinhas como eu, não é aconselhável jogar no escuro (mas eu sou mesmo muito mariquinhas!).

Os screenshots abaixo foram retirados da Simogo, autora desta obra prima, e ilustram alguns momentos do jogo. 

Posso dizer-vos que foram 3,99€ muito bem gastos!!!

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Não gosto de best-sellers

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Não gosto de best-sellers. Eles não têm culpa de ser best-sellers, mas a verdade é que não gosto deles.

Um livro ir parar, sem ter culpa nenhum, aos escaparates dos tope de vendas é motivo mais do que suficiente para eu não lhe pegar. E foi por isso que não li a trilogia Millennium.

Há cerca de um ano atrás, a Gina leu o primeiro deles, em inglês e quis emprestar-me. Ao princípio recusei, disse que não gostava de best-sellers. Mas depois ela insistiu e disse que tinha a certeza de que eu ia gostar. Como a Gina é uma pessoa com quem eu troco muitos livros e que conhece bem os gostos literários (e, além disso, também é de letras), aceitei o empréstimo.

Tentei lê-lo várias vezes. O início salta entre duas acções meio surreais e como não estou habituada a ler em inglês, parei e recomecei muitas vezes… perdi o fio à meada e desisti. Encostei-o numa estante, mas não queria devolvê-lo à Gina sem o ter lido. Então pensei em comprar o ibook em português. Jackpot! Duas coisas de que eu não gosto: best-sellers e livros sem ser de papel. Eram duas experiências novas reunidas numa só e com um enorme potencial para correr mal…

5 dias depois

Li as 884 páginas da versão digital em 5 dias, após sessões obsessivas em que só interrompi quase para dormir, comer e trabalhar. Falava do livro a toda a gente e não conseguia largá-lo. Devorei a história de uma ponta a outra. Aqui há efectivamente história e bem contada! De tal forma que dois dias depois recebi de presente o segundo livro da série, por email, através de um cartão de oferta da itunes store 🙂 Ainda não o comecei, porque sei que quando isso acontecer vou ter que interromper a minha vida outra vez por uns dias e agora não posso.

Muito bom!