Se vejo este dia acabado penso que é mentira…

Caraças! É muita emoção para um dia só…

Não bastava já ser o último dia de funcionamento do meu ginásio, que é a minha segunda casa (com tudo o que isso envolve de choradeira no fim da última aula e tal) ainda houve um pequeno felino que decidiu enfiar-se dentro do carro da minha mãe (no motor e não no cockpit, entenda-se) e não saía de lá nem por nada!

Esta aventura não teria acabado bem se não fosse pela impagável ajuda da equipa da Pneuport da Figueirinha, em Oeiras, onde fui cliente durante muito tempo e onde nos dirigimos a pedir socorro. De imediato pararam tudo o que estavam a fazer e toda a equipa se dedicou à busca do pequeno gatinho, com direito a colocação do carro na fossa e tudo. Com o motor aberto e o pára-choques desmontado, lá foi possível encontrar a fera, que ainda tentou escapulir-se da parte de trás do farol dianteiro para as entranhas do motor. Depois de o termos apanhado e colocado numa caixa de cartão bastante simpática começou a saga de procurar um sítio para o entregar (adoraria levá-lo para casa, mas assustado como ele estava, duraria 2 minutos nas patas da Ema…). Infelizmente, a maior parte dos sítios para onde liguei recusaram recebê-lo por estarem no limite de ocupação. É Verão e continua a haver anormais que abandonam os bichos aos montes nesta altura! (Não me vou alongar sobre este tema, se não vou encher o post de palavrões!).

E como o mundo ainda está cheio de pessoas boas, depois da ajuda da equipa da Pneuport, descobri a Clínica Veterinária de Caparide onde a Lígia (obrigada!) nos abriu as portas e recebeu o pequenito. Ao contrário do que pensámos ao início ele não está cego, tinha apenas as pálpebras coladas. Hoje já foi visto pela veterinária e desparasitado para posteriormente encontrar donos.

E mais um obrigada ao Rúben, que segurou as pontas no escritório até eu chegar e a todos os amigos que já ajudaram a divulgar este pimpolho no Facebook!

Agora é cházinho e cama, que amanhã é outro dia! 

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Licenças para animais de estimação

É raro escrever posts puramente informativos, mas como não fazia ideia disto, achei que muita gente podia também desconhecer esta informação.

Sabiam que… é preciso ter uma licença da Junta de Freguesia para ter um cão ou um gato? Eu sabia que, aquando da colocação do chip, havia lugar a um registo do animal na Junta de Freguesia, mas não me passava pela cabeça que fosse necessário ir à Junta com:

  • Livro de Vacinas (com a vacina da raiva em dia)
  • Folha de Registo do Chip
  • Documento de identificação do dono

e depois pagar um valor que varia conforme a categoria a que pertence o cão (companhia, caça, perigoso, etc). Como se não bastasse… é preciso renovar anualmente! Bem-vindos ao paraíso da burocracias! A ausência de licença dá origem a coima, pois claro… desde €25 a €3740. E é isto…

P.S. – No caso dos gatos há lugar ao pagamento do registo apenas (2,55€).

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Imagem by cityofmilton.net

E foi assim…

A Kim nunca foi um bicho simpático, antes pelo contrário, e aqueles de vós que são próximos cá de casa lembram-se com certeza das mordidelas, de não a conseguimos levar ao médico porque não a conseguíamos pôr na transportadora, e de ela quase não deixar que lhe pegássemos ao colo…
Chegou cá a casa em 1997, na semana da morte da princesa Diana, oferecida pelo meu padrinho, que a recolheu da rua em Salvaterra de Magos. Tinha cerca de 3 semanas e cabia na palma da minha mão.
Mostrou desde muito cedo que era senhora do seu nariz e que só fazia o que queria. Era ela que escolhia os colos, as cadeiras e os sofás. E foi assim até ao fim. Até ao momento em que a doença e a idade (17 anos é muito tempo para um gato) a fizeram quebrar e transformar-se no animal de companhia que nunca foi. Ficou meiga, frágil e cada vez mais magra. Durante as últimas três semanas permitiu que lhe déssemos mais mimos do que os que aceitou no resto da vida… E permitiu que a levássemos ao Hospital do Gato, onde neste momento difícil encontrámos uma equipa fabulosa e empenhada até ao limite em fazer o possível e o impossível para a pôr boa ou, em última análise, para lhe reduzir o sofrimento ao mínimo. E assim foi… Demos-lhe todo o conforto possível até à passada 5a feira, quando nos deixou.
Resta-me lembrar os momentos bons, agradecer à equipa incansável do Hospital do Gato que foi um super apoio nesta fase (um obrigada muito especial à Dra. Sofia que foi a melhor pessoa que se podia ter cruzado connosco nesta altura) e guardar as coisinhas da Kim para os próximos gatos que, quando esta nuvem passar, hão-de vir com certeza.

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