Momentos de doçura

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Sobre “ter um cão”…

Quem de vocês gostava de ter um cão, mas acha que não tem vida para isso? Humildemente vos digo que, muito provavelmente, estão enganados…

Andei nesse dilema vários meses, até decidir que só tinha vida para ter gatos. Entretanto, ganhámos a Ema de presente, e estamos certos de que ela é uma cadela muito sortuda, mas que é também a melhor coisa que nos aconteceu.

Eu adoro gatos, mas a quem me pergunta “Qual é a diferença?” respondo sempre que os cães dão mais trabalho na mesma proporção em que fazem mais companhia. Se não vejamos… quem é que já teve aquela sensação ao chegar a casa de olhar para o gato e ler na testa dele “Já voltaste? Caraças, estava aqui tão sossegado no sofá…”? Conhecem a sensação? Eu também… Com a Ema, basta-me abrir a porta do prédio, cá em baixo e já ela está a cheirar a porta de casa aos saltos à espera que eu chegue. A chegada a casa é sempre uma festa e, por mais cansados que estejamos, esquecemo-nos sempre desse cansaço porque temos uma recepção digna de que se ausentou durante semanas. Mesmo que a saída tenha sido só para ir buscar pão, à chegada a expressão nos olhos da Ema diz “Fogo dona, tava a ver que nunca mais vinhas…”

Agora a parte chata, porque nem tudo são rosas… se todo o trabalho que um gato dá é mudar as pedras do caixote de vez em quando, com um cão não é bem assim… Levanto-me todos os dias 40 minutos mais cedo para levar a Ema à rua, dar-lhe comida, mudar o resguardo e preparar-lhe o brinquedo com comida escondida que lhe deixo quando saio de casa. É verdade que com quase 9 meses ela já não devia precisar de resguardo, mas alguns factores a que a nossa preguiça também não foi alheia atrasaram um bocadinho essa parte da educação. O passeio da noite é feito com o dono, geralmente enquanto eu faço o jantar.

Também é verdade que a nossa presença em casa é mais requisitada. Ela aguenta-se bem as horas que passa sozinha enquanto estamos a trabalhar, mas quando chegamos nota-se que sentiu a nossa falta e isso faz-nos também querer sair menos à noite ou ao fim-de-semana.

De resto, é tudo uma grande brincadeira, sobretudo quando estamos em Fontanelas, onde o quintal é muito grande e dá para correr muito (e comer todo um mundo de porcarias que vai encontrando pelo chão).

Por isso, a sério, se querem muito ter um cão e acham que não têm vida, pensem melhor. Nós também achávamos que não tínhamos… Passamos diariamente cerca de 10 horas fora de casa, mas garanto-vos que a Ema parece ser uma cadela feliz 🙂 (e nós somos infinitamente mais felizes desde que ela está connosco).

Agora conselhos mais práticos, porque adoptar um cão é um grande compromisso:

  1. Se tiverem um cão de raça, procurem informar-se o melhor possível sobre as características específicas do vosso cão. A Ema, por exemplo, não pode ser pegada ao colo de qualquer maneira por ter uma coluna muito comprida, característica dos Teckel;
  2. Se nunca tiveram um cão, procurem um treinador. Mais do que educar o cão, vai ajudar-vos a vocês a saberem o que fazer e não fazer em várias circunstâncias;

  3. Não sejam preguiçosos a habituarem o cão a ir à rua. Nós fomos, e a consequência é que com 9 meses a Ema ainda precisa de resguardo em casa :-S

  4. Assim que possível ponham-lhe o chip. O chip é essencial para identificar o vosso cão e a colocação é obrigatória para que possam tratar da licença na Junta de Freguesia (também ela obrigatória). Sobre isto podem ler mais aqui;

  5. Há uma relação directa entre a qualidade da ração que dão ao vosso cão e a saúde dele. No caso da Ema, já tentámos algumas rações diferentes, mas todas de boa qualidade e, não só ela é bastante saudável como toda a gente lhe elogia o brilho do pelo;

  6. Os cães não podem andar à solta no carro. Por isso, das duas, três: ou compram um cinto de segurança (foi o que fizemos e a Ema adora andar de carro), ou usam caixas de transporte (como as dos gatos), ou, se tiverem uma carrinha, podem transportá-los no porta-bagagens se tiverem uma rede própria que se coloca entre o porta-bagagens e os bancos de trás;

  7. Para mais informação, leiam a Sofia, que percebe muito mais disto do que eu porque tem três patudos 🙂

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Licenças para animais de estimação

É raro escrever posts puramente informativos, mas como não fazia ideia disto, achei que muita gente podia também desconhecer esta informação.

Sabiam que… é preciso ter uma licença da Junta de Freguesia para ter um cão ou um gato? Eu sabia que, aquando da colocação do chip, havia lugar a um registo do animal na Junta de Freguesia, mas não me passava pela cabeça que fosse necessário ir à Junta com:

  • Livro de Vacinas (com a vacina da raiva em dia)
  • Folha de Registo do Chip
  • Documento de identificação do dono

e depois pagar um valor que varia conforme a categoria a que pertence o cão (companhia, caça, perigoso, etc). Como se não bastasse… é preciso renovar anualmente! Bem-vindos ao paraíso da burocracias! A ausência de licença dá origem a coima, pois claro… desde €25 a €3740. E é isto…

P.S. – No caso dos gatos há lugar ao pagamento do registo apenas (2,55€).

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Imagem by cityofmilton.net

Solução do post anterior

Para tranquilizar quem achou que eu estava grávida, venho apresentar-voa a verdadeira razão do post anterior

Desde a noite de 4ª feira, partilhamos a nossa casa com esta princesa. Um super presente de Natal antecipado que chegou pelas mãos do meu padrinho 🙂

A integração tem sido muito fácil, uma vez que parte da educação já vinha feita e já quase não há xixis fora do sítio, excepto, claro, quando um de nós entra na marquise, porque o excitex é demasiado!

E pronto, estamos apaixonados por esta bolinha de pêlo chamada Ema.

Como nunca tive cães, só tive a Kim, agradeço dicas e opiniões. Já sei que comprar um Kong é obrigatório 🙂

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Luanda, Lua

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A Luanda, Lua é uma cachorra que teve a sorte de ser adoptada por uma família cheia de amor. Uma família igual a tantas outras e diferentes de todas elas 🙂 A Marta e a Mariana, que adoptaram a Lua, são mães de três crianças A Marta é surda, facto que a Lua percebeu imediatamente, mas consegue comunicar-se com ela na mesma. Nesta casa, vivem 2 mulheres, 1 menina, 2 meninos e 2 cães. A história da família é-nos contada pela Lua, desde o dia em que foi adoptada até agora, e é acompanhada por lindíssimas ilustrações que nos transportam para um lar doce lar cheio de amor.

O livro vem acompanhado por um DVD que traduz a história para Língua Gestual Portuguesa e vale muito, muito a pena 🙂

By the way…

… soube que a Marta existia, ainda sem lhe conhecer o rosto, através de um vídeo da música Todos os Verbos, em que a Zélia Duncan dizia (e mostrava!) ter aprendido com uma fã surda como traduzir a letra para Língua Gestual Portuguesa. Fiquei fascinada. Lembrei-me logo de um período, na minha pré-adolescência, em que pensei seriamente em aprender LGP.

Fiquei com vontade de “procurar” a Marta, mas não sabia nada sobre ela, nem sequer o nome. Este Verão, no concerto da ZD nas Festas de Cascais,  a Marta foi chamada ao palco e mostrou-nos como se pode levar um pouco da magia da música ao universo de quem não ouve. Além de ter sido um momento muito bonito, fiquei super contente! Tinha-lhe encontrado o rasto!

A magia das Redes Sociais conduziu a que, anteontem, eu estivesse a recomendar à Marta o que ela deveria fazer nas duas últimas horas que lhe restavam no Rio de Janeiro antes de regressar a Portugal 🙂

Ontem foi finalmente o dia de nos conhecermos ao vivo (ainda que por cerca de 2 minutos!) Saí das aulas de música a voar para o São Jorge, onde ia ser lançado o “Luanda, Lua” o último livro da autora e consegui chegar a tempo de ver os últimos 8 minutos do filme.

Depois vivi dois minutos de alguma ansiedade em que perguntei 3 vezes ao Ricardo, que estava comigo, como é que eu havia de falar com ela… (porque até agora só tínhamos falado por escrito). E fui! Bastou dizer que era a Joana do Twitter e ganhei uma dedicatória no meu exemplar que li assim que cheguei a casa e que fiquei com vontade de oferecer aos meus amigos todos 🙂