Solução do post anterior

Para tranquilizar quem achou que eu estava grávida, venho apresentar-voa a verdadeira razão do post anterior

Desde a noite de 4ª feira, partilhamos a nossa casa com esta princesa. Um super presente de Natal antecipado que chegou pelas mãos do meu padrinho 🙂

A integração tem sido muito fácil, uma vez que parte da educação já vinha feita e já quase não há xixis fora do sítio, excepto, claro, quando um de nós entra na marquise, porque o excitex é demasiado!

E pronto, estamos apaixonados por esta bolinha de pêlo chamada Ema.

Como nunca tive cães, só tive a Kim, agradeço dicas e opiniões. Já sei que comprar um Kong é obrigatório 🙂

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Senso comum

É verdade que é senso comum que a felicidade está nas coisas pequenas e simples e tal, mas depois há momentos em que realmente sentimos isso de tal maneira que nos apetece gritar ao mundo que somos felizes. Por exemplo, em dias como o de hoje, ou de ontem, quando saímos do trabalho, vimos para casa, jantamos, conversamos e estamos no sofá a não fazer nada, e jogamos computador (os dois contra o computador) e ganhamos (!!!) e depois vamos deitar-nos e ficamos a ler, cada um as suas coisas e adormecemos na tranquilidade de estar no caminho certo e a partilhar a vida com alguém que amamos…

A minha princesa vai casar…

E é já este Sábado.

Conheci a Rita quando ela tinha uns 16 anos. Fui animadora dela na Candeia, em dois campos e depois ficámos amigas, com uma relação muito especial.

Não confundindo coisas que não se confundem, sei que tenho para ela um papel próximo da mãe que ela já não tem há muitos anos. E isso, além de muitas alegrias, traz-me também muitas responsabilidades. Tal como esta, que abraço agora, de ser madrinha de uma união que me deixa muito feliz.

A Rita sempre foi a minha menina e, apesar de conseguir ser muito cansativa quando está em modo hiperactivo (love you, baby) é das maiores preciosidades que tenho.

Há uns tempos foi altura de passar uma tarde animada na Despedida de Solteira, entre a praia e o jardim de Santo Amaro de Oeiras.

Esta semana é tempo de acertar os últimos preparativos para o grande dia.

Sexta-feira temos uma mini festa de amigas e Sábado, a agitação habitual para vestir, maquilhar e pentear a noiva em minha casa, como manda a tradição.

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Livres para servir

Agosto custa muito mais a passar desde há dois anos atrás.
Há muita coisa para se fazer num campo de férias. Há muitas coisas e muitas pessoas a precisar de atenção. Há muita energia, muito amor, muito cansaço, muito trabalho, muita brincadeira, muita coisa para gerir… Há muitas tarefas e há muitas crianças a precisar muito de nós.
Há muitos sorrisos e muitas lágrimas, muitos abraços. E o melhor do campo são eles. É vê-los sorrir e jogar. É vê-los chorar de emoção. É vê-los sentados na roda, a jantar ou a ouvir o Director ou o Capelão. Vê-los no banho de Rio ou no banho higiénico. Vê-los na caminhada a limpar o suor e a beber água, enquanto puxam uns pelos outros.
E há os amigos da Candeia, e os patrocínios e a direcção e a Mamã, as Tias, o Director, e os animadores de equipa. E depois há aqueles sem os quais o campo não funciona.
Aqueles que dão os mesmos dias de férias que os outros, mas que acordam mais cedo e adormecem mais tarde. Que comem menos vezes e muitas vezes a correr. Que não estão nas refeições nem nos momentos de alegria. Que muitas vezes não estão nos momentos de partilha nem nas caminhadas, onde se ganha definitivamente a confiança dos miúdos. Aqueles que são livres porque não estão presos a uma equipa. Que são livres porque não podem ter horários e porque podem sair de campo. Que são livres porque gostam e porque querem, ou porque era a vaga que havia naquele campo e depois nunca mais vão querer ser outra coisa. Que são livres, porque sabem que, se não fossem eles, o campo não seria possível e escolhem, livremente, abdicar dos melhores momentos do campo para o tornar possível. São livres para não cavar latrinas, para não carregar o lixo, para não encher jerricans, para não abdicar das refeições, para não passarem horas sozinhos a montar jogos, para não saírem de campo, para verem a novela… e ainda assim, livremente, escolhem fazer isso tudo e, na maioria das vezes, ficar a ver de longe a alegria dos miúdos e dos outros animadores.
A equipa de livres é o melhor sítio do campo para se estar. E todos os meus livres, terão sempre um lugar especial no meu coração.
Lapão, Brisson, Decas, Canina, Inês, Mariana, Sofia, Fred, Paulo, Chicão, Pulga, Sá, Chula, Xanana, Tito, Antão, Mary, Esteves, KGB, … A todos, muito obrigada por termos partilhado aquela que é para mim a mais bonita forma de amar: LIVRES PARA SERVIR.
Agosto custa muito mais a passar desde há dois anos atrás.
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Foto: Labaredas 2010, São Gião

Campo de Labaredas

Encontrei ontem este texto que escrevi após o campo de Labaredas de 2011 🙂

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“Mesmo tantos anos depois, continuo a não conseguir explicar a quem está de fora porque é que estas são as melhores férias do mundo. O rio, a roda, o BDS, a caminhada… tudo palavras mais ou menos banais até ao momento da chegada do autocarro.

Desta vez ficámos escondidos na 12P enquanto os Labaredas chegavam e se instalavam na roda. A apresentação dos animadores foi feita um a um e a reacção eufórica dos miúdos quando aparecíamos multiplicou por dez a energia com que já estávamos.

Os dias foram muito cheios, apesar de parecerem calmos. Cheios de mimos, cheios de amor, cheios de laços fortalecidos a cada minuto, cheios de provas de que juntos somos melhores. Ao quarto dia de campo, os Labaredas participaram no convívio de animadores e, depois disso, as equipas deixaram de fazer sentido. Daí até ao final formámos uma só equipa que, em auto-gestão, deu conta de todas as tarefas de campo, desde a lavagem da louça até espalhar magia em cada m2 do Pisão.

A onda Labareda tornou-se tão forte que tivemos que abrir alas para fora de campo. Fomos buscar a aldeia para a nossa feira e para a missa de campo. Partilhámos hambúrgueres, churros, shots, massagens, manicure, ofertório e

comunhão e saudámo-nos a todos, na paz de Cristo.

A noite de gala premiou as estrelas do Pisão… todos! As mesmas estrelas que vimos no céu depois do autocarro partir e levar os Labaredas que trazemos no coração.”

Pisão do Baeta – Castanheira de Pêra, Agosto de 2011