Açores 6 | Plantar Ananases

E para terminar a Odisseia dos Açores, nada melhor do que uma visita a uma plantação de ananases, propriedade de um familiar dos nossos anfitriões. Tivemos a sorte de o mestre da plantação, que trabalha naquela quinta há mais de trinta anos, estar disponível para nos fazer uma visita guiada às estufas e nos ensinar todos os passos do processo, que eu desconhecia em absoluto.

Numa primeira fase planta-se os tubérculos, com pouca distância entre si, de forma a permitir que os primeiros rebentos surjam:

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Depois, e porque em cada tubérculo rebentam várias plantas, separa-se os rebentos uns dos outros e planta-se, numa outra, já com bastante mais espaço entre si para aí se desenvolverem:

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Depois é continuar a regar e manter a temperatura das estufas à volta dos 25º e esperar. Cada planta só dá 1 ananás a cada 18 meses! É sempre bom aprendermos o que está por trás daquilo que pomos à mesas, não acham?

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Açores 5 | Gorreana Tea :-)

Uma das partes mais giras da volta à ilha, foi a visita que os nossos anfitriões fizeram connosco à plantação do Chá Gorreana.

A fábrica continua a ter o mesmo ar de quando começou, mas as plantações são lindíssimas e, caso esteja sol, um privilégio com o qual não fomos brindadas, o gelado de chá gorreana é uma excelente companhia. Não nos deixámos impressionar com isso e experimentámos os gelados na mesma. Façam um favor a vocês próprios e visitem a fábrica quando passarem pela ilha de São Miguel. Mais informações aqui.

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Açores 4 | A volta à ilha

Dos dois dias seguintes já não me lembro exactamente de nada, a não ser o facto de termos feito a volta à ilha em dois dias. A metade ocidental no primeiro e a oriental no segundo. Por isso, ficam as fotos e, como podem ver pela última, parecendo que não, fazia vento…

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Açores 3 | As Furnas

As Furnas constituem um clássico nas visitas à ilha de São Miguel e, como dizia o outro, já que “Clássico é clássico e vice-versa” decidimos começar em grande, e provar o cozido típico da região. É basicamente igual ao outro mas tem um sabor entranhado a enxofre. De qualquer maneira, deu-nos as calorias necessárias para mais uma grande caminhada.

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Após o repasto no Tony’s, pelo que nos disseram, a grande referência na especialidade, seguimos o nosso caminho até à Lagoa e achámos por bem deixar o carro cá em baixo, na povoação, que tanto uma como outra queríamos reduzir o perímetro abdominal e tonificar as pernas…

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A subida a pique começou com esta paisagem verdejante e manteve-se dura até avistarmos o poste com a sinalização de caminho certo, mesmo em frente à lindíssima Lagoa das Furnas. Depois de uma mirada nas Caldeiras, onde o cheiro a Enxofre me deu alguma vontade de vomitar, e porque gostamos de complicar aquilo que é sim

ples, porque não fazer um trilho dentro de outro trilho e interromper o trilho da Lagoa ara subir ao Pico do Ferro?

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Como eu e a Sofia funcionamos na base de uma dizer “Mata!” e a outra “Esfola!”, lá fomos nós pela mata acima a vislumbrar aquela paisagem suíça de pastos e vacas a perder de vista. Chegadas ao topo, depois de alguma lama, foi altura de uma foto ao estado lastimável das botas e um brinde enviado aos amigos ausentes:

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Depois da descida, que se revelou mais difícil do que a subida que tínhamos acabado de fazer, ainda decidi tentar dar a volta à Lagoa por um lado que ainda estava inundado, enquanto a Sofia ficou sossegada a rir à gargalhada das minhas tentativas de não escorregar para dentro do lamaçal.

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Depois de uma volta quase completa à Lagoa (pelo lado com estrada), lanchámos e tirámos uma data de fotos a uma igreja abandonada antes de começar a descer de volta à povoação, que o meu medo do escuro não se coaduna com permanecer em matagais após o pôr-do-dol e entre cozido, cervejas frescas e sandes feitas em casa, fizemos nada mais nada menos do que 12km:

Furnas

Açores 2 | O Pilar da Bretanha

Decidimos que íamos começar a explorar os Açores logo no primeiro dia e portanto, fomos aos sites de trekking que tínhamos visto e escolhemos um percurso que nos pareceu simpático e com uma quilometragem mais ou menos: Vista do Rei – Sete Cidades (7km).

Chegámos à Vista do Rei esperançadas de que íamos ver a Lagoa das Sete Cidades, mas não conseguimos nem nesse dia nem em nenhum dos outros 4 em que lá fomos, porque o nevoeiro mostrou-se sempre em todo o seu esplendor.

Arrancámos para a caminhada ainda com as olheiras do dia anterior, como se comprova pela imagem…

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… e lá fomos todas contentes, literalmente por montes e vales, confirmando a cada esquina que a piada de nos Açores só se ver vacas é mesmo verdade:

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O caminho começou a piorar e deixámos de ver as marcas, mas estávamos convencidíssimas de que estávamos no caminho certo. O trilho deveria ser qualquer coisa como isto…

Trilho Lagoa

… passadas algumas horas, muitas mais do que seria de esperar para completar o percurso, Sete Cidades, nem vê-la. Aliás, só se via nevoeiro, campos e vacas. Começou a surgir alguma preocupação, mas achámos sempre que ia correr tudo bem, como, aliás, é nosso apanágio em todas as situações, e seguimos em frente. Mais um par de horas a andar, a começar a chover, sem vermos marcas nem sinais de pessoas e com o GPS a falhar, começámos a ficar preocupadas, até porque tinha anoitecido e não fazíamos a mínima ideia de onde estávamos. Insisti para continuarmos a descer, porque achei que íamos ter a algum lado, e fomos… chegámos à estrada, andámos mais umas dezenas de metros e vimos duas casas. Decidimos pedir ajuda. Batemos a uma porta e explicámos que tínhamos o carro na Vista do Rei. A cara de pânico do senhor que nos atendeu não nos tranquilizou. Estávamos no Pilar da Bretanha, a mais de 11km do ponto inicial…

Pilar da Bretanha

… com uma enorme simpatia, o senhor tirou de casa a esposa e o filho bébé e foi levar-nos de carro até à Vista do Rei. Pelo caminho lá nos foi dizendo que a Vista do Rei não era um lugar seguro de noite e que era uma sorte se chegássemos lá e ainda tivéssemos os 4 pneus no carro… Scary Stuff!!!

Chegadas à Vista do Rei, encontrámos o nosso carro tal e qual como tinha ficado. Agradecemos à família que nos safou o dia e entrámos no carro para voltar a casa. Assim que ligámos o carro, mais um problema: depósito na reserva! Pânico!!! Ainda perguntámos à nossa família “de acolhimento” onde é que havia uma bomba ali próximo e a resposta foi aterradora… “Agora, só em Ponta Delgada!”. Ou seja… a 26km de distância!!! Portanto… a aventura ainda não acabou… Era de noite, estava um nevoeiro demoníaco, havia imensos obstáculos na estrada (carrinhas estacionadas em 4 piscas, que só conseguíamos ver quando estávamos a 3 metros) e precisávamos de chegar a Ponta Delgada com o carro na reserva…

Depois de conduzir 26km nestas condições:

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…lá chegámos a Ponta Delgada, onde descemos a avenida de entrada na cidade em ponto morto até à bomba de gasolina. Aí, depois de carregado o depósito, decidimos ir tomar um banho e jantar em casa. Foi um dia e pêras!