Portugal tem cantinhos incríveis…

… e é maravilhoso descobri-los assim…

A minha avó Luísa fez anos e tinha pedido para eu a levar a Vila Velha de Ródão. Como é um destino que fica um bocadinho longe e merece uma visita mais aprofundada, propusemos-lhe uma ida a Tróia, para andar no Ferry e almoçar na Comporta. Pela primeira vez as minhas avós iam ver plantações de arroz e estavam super entusiasmadas.

Depois de uma correria para apanhar o Ferry das 12h30 e da boa surpresa de já se poder pagar a travessia com Via Verde, sentámos-nos na amurada a ver o Sado e os Golfinhos. À saída, já em Tróia, seguimos em frente na direcção da Comporta e do restaurante do Museu do Arroz, aconselhado pelo meu padrinho. Vale bem a pena uma visita. O sítio é fantástico, mas tentem ir ao almoço porque a varanda com vista para os arrozais é fechada de noite, por causa dos mosquitos.

Depois de cada uma comer o seu arroz (o meu foi de chocos com tinta) visitámos a loja da adega (muito cuidado com o Branco Herdade da Comporta, é assassino) de onde trouxemos algumas garrafas e alguns pacotes de arroz.

O passeio seguiu pelas Lagoas de St. André e de Melides e depois por Grândola, até ao regresso a Lisboa. E assim se passa um dia muito agradável, feliz e de coração cheio 😀 ❤

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Recantos do Douro

Na margem sul do Douro, mesmo juntinho ao Rio, fica um recanto que o meu pai descobriu quase por acaso. Perto de Cinfães e de Baião, o Hotel Porto Antigo foi o escolhido para descansarmos da nossa viagem de comboio.

A paisagem é de tirar a respiração e o sossego então, nem se fala. O serviço do Hotel é razoável, mas talvez mais de acordo com um três estrelas do que com as quatro que lhe estão atribuídas. O ponto negativo é a falta de alternativas ara jantar ali por perto, uma vez que para ir a qualquer lado temos que enfrentar vários minutos de estradas às curvas.

A caminho de Amarante, passámos na Av. Futebol Clube do Porto, onde o GPS nos indicava que tínhamos que virar para a Av. Jorge Nuno Pinto da Costa… Scary stuff!!!

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Comboio Histórico do Douro

Esta foi a última viagem deste verão. O comboio histórico do Douro recria uma viagem que remonta a tempos antigos e que percorre uma das mais belas paisagens do nosso país. Uma tarde bem passada e com direito a muitas imagens bonitas, sempre acompanhada por música tradicional (ainda dei uma perninha a acompanhar a voz principal).

Este ano já não há mais, a última edição foi esta, no final de Outubro, mas talvez o comboio histórico regresse em 2015.

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Museu dos Descobrimentos

A primeira coisa que aprendi sobre ter um cão bebé é que nos resta pouco tempo para outras coisas que não sejam educar, brincar, limpar e dar colo a este ser peludo que invadiu a casa há pouco mais de uma semana. Além das horas normais de trabalho, tenho a sensação de não ter feito absolutamente mais nada esta semana. E, claro, também não consegui vir aqui contar-vos coisas giras.

Uma aventura que tinha em dívida já há bastante tempo era a crónica da minha visita ao recém criado Museu dos Descobrimentos, no Porto. Chama-se World of Discoveries e vem colmatar uma lacuna grave no panorama museológico português: o de não haver uma exposição permanente de qualidade sobre a Expansão Portuguesa.

Rumámos ao Porto para uma visita que não foi tão boa quanto esperávamos, não porque o Museu não seja muito interessante, mas porque foi atingida por uma das minhas enxaquecas assassinas que me toldam o raciocínio e que tornam um suplício estar acordada ainda que de olhos fechados.

Mas vamos ao que interessa… O Museu está montado num prédio de fachada estreita, na Ribeira do Porto. A entrada é acompanhada por simpáticos animadores trajados a rigor que nos levam a passear pelas várias sala com écrans interactivos repletos de informação sobre a história da Expansão e por salas caracterizadas como convés de navios, onde vestimos armaduras e carregamos canhões. Após várias salas, chegamos ao Cais, onde somos convidados a embarcar em pequenos navios que nos levam, por um circuito aquático, a passar pelas várias fases e destinos da Presença Portuguesa no Mundo. Alguns dos animais são verdadeiros o que dá ainda mais ambiente ao passeio.

O ponto fraco é a loja onde não encontrei nada que valesse a pena trazer como recordação.

Os bilhetes não são baratos. O de adulto custa 14€ se for comprado no Museu e 11,90€ se for comprado online.

Ainda assim, se passarem pelo Porto, vale a pena ir conhecer. Deixo umas fotografias do passeio de barco para abrir o apetite:

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No coração de Trás-os-Montes…

… a mais de meia hora de curvas de Mirandela, encontra-se este pequeno Oásis – o Alfândega da Fé Hotel and SPA, onde passei três dias durante as férias de Verão. Embora a equipa do Hotel pudesse ter bastante mais formação e a empresa de limpeza deva ser mudada o quanto antes, não deixamos de estar num sítio ideal para desligar a cabeça e passar horas a ler e a deixar-nos impressionar pela paisagem esculpida na pedra pelos milhões de anos que já passaram pelo nosso planeta.

Vale a pena experimentar e aproveitar o tempo frio – há um jacuzzi ao ar livre e uma lareira enorme na sala junto ao bar! Lá fora, nos dias de chuva, dá para ver as colunas de água a cair das nuvens.

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Se estiver sol aconselho-vos a irem passar um dia à Praia Fluvial da Ribeira, na Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo. A praia está super bem cuidada e tem um óptimo bar de apoio.

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Para comer é que é um problema… o restaurante do Hotel não é famoso e ali por perto não há muita coisa. Alfândega da Fé fica a 15 minutos de carro (e à noite custam a fazer) e ainda assim não oferece uma grande variedade – basta dizer que chegámos lá num Domingo e não havia pão em lado nenhum porque ao Domingo o padeiro da terra não trabalha! Mirandela então, nem pensar… são 35 a 40 minutos de uma estrada medonha de curvas e contracurvas completamente às escuras… Ainda assim, e porque terão sempre que comer nalgum lado, aconselho a Pizzaria o Bairral, na Rua da Escola, em Alfândega da Fé. É muito escondida, mas com vontade e depois de perguntarem a 4 ou 5 nativos conseguem lá chegar. A equipa é super simpática e a comida também. Além de pizzas, há francesinhas e pratos de peixe e de carne.