Portugal tem cantinhos incríveis…

… e é maravilhoso descobri-los assim…

A minha avó Luísa fez anos e tinha pedido para eu a levar a Vila Velha de Ródão. Como é um destino que fica um bocadinho longe e merece uma visita mais aprofundada, propusemos-lhe uma ida a Tróia, para andar no Ferry e almoçar na Comporta. Pela primeira vez as minhas avós iam ver plantações de arroz e estavam super entusiasmadas.

Depois de uma correria para apanhar o Ferry das 12h30 e da boa surpresa de já se poder pagar a travessia com Via Verde, sentámos-nos na amurada a ver o Sado e os Golfinhos. À saída, já em Tróia, seguimos em frente na direcção da Comporta e do restaurante do Museu do Arroz, aconselhado pelo meu padrinho. Vale bem a pena uma visita. O sítio é fantástico, mas tentem ir ao almoço porque a varanda com vista para os arrozais é fechada de noite, por causa dos mosquitos.

Depois de cada uma comer o seu arroz (o meu foi de chocos com tinta) visitámos a loja da adega (muito cuidado com o Branco Herdade da Comporta, é assassino) de onde trouxemos algumas garrafas e alguns pacotes de arroz.

O passeio seguiu pelas Lagoas de St. André e de Melides e depois por Grândola, até ao regresso a Lisboa. E assim se passa um dia muito agradável, feliz e de coração cheio 😀 ❤

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Museu da Farmácia

Um fim-de-semana perfeito tem: família, amigos, cultura, comida, sol e sorrisos 🙂

Felizmente, neste último consegui juntar tudo isto numa mesma actividade.

A convite do meu pai, começámos o Sábado na Bica, para visitar o Museu da Farmácia. 

Com uma vastíssima colecção bastante bem cuidada, o museu instalado na sede da Associação Nacional de Farmácias, em Lisboa leva-nos por uma viagem desde os primórdios dos medicamentos até ao final do século XIX, passando por todas as zonas do globo (a sério, nem sequer falta uma carta anatómica tibetana e uma saco de xamã africano).

O que podia estar melhorado era a sinalização das peças e a interactividade do museu, que é inexistente. Uma melhor organização tornava dispensável a visita guiada, poupando assim algum tempo aos visitantes.

Depois, fomos matar saudades de uma das nossas refeições preferidas de Lisboa: Pataniscas da Adega do Tagarro!

Deixo-vos com imagens da colecção do Museu:

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Recantos do Douro

Na margem sul do Douro, mesmo juntinho ao Rio, fica um recanto que o meu pai descobriu quase por acaso. Perto de Cinfães e de Baião, o Hotel Porto Antigo foi o escolhido para descansarmos da nossa viagem de comboio.

A paisagem é de tirar a respiração e o sossego então, nem se fala. O serviço do Hotel é razoável, mas talvez mais de acordo com um três estrelas do que com as quatro que lhe estão atribuídas. O ponto negativo é a falta de alternativas ara jantar ali por perto, uma vez que para ir a qualquer lado temos que enfrentar vários minutos de estradas às curvas.

A caminho de Amarante, passámos na Av. Futebol Clube do Porto, onde o GPS nos indicava que tínhamos que virar para a Av. Jorge Nuno Pinto da Costa… Scary stuff!!!

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Comboio Histórico do Douro

Esta foi a última viagem deste verão. O comboio histórico do Douro recria uma viagem que remonta a tempos antigos e que percorre uma das mais belas paisagens do nosso país. Uma tarde bem passada e com direito a muitas imagens bonitas, sempre acompanhada por música tradicional (ainda dei uma perninha a acompanhar a voz principal).

Este ano já não há mais, a última edição foi esta, no final de Outubro, mas talvez o comboio histórico regresse em 2015.

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Museu dos Descobrimentos

A primeira coisa que aprendi sobre ter um cão bebé é que nos resta pouco tempo para outras coisas que não sejam educar, brincar, limpar e dar colo a este ser peludo que invadiu a casa há pouco mais de uma semana. Além das horas normais de trabalho, tenho a sensação de não ter feito absolutamente mais nada esta semana. E, claro, também não consegui vir aqui contar-vos coisas giras.

Uma aventura que tinha em dívida já há bastante tempo era a crónica da minha visita ao recém criado Museu dos Descobrimentos, no Porto. Chama-se World of Discoveries e vem colmatar uma lacuna grave no panorama museológico português: o de não haver uma exposição permanente de qualidade sobre a Expansão Portuguesa.

Rumámos ao Porto para uma visita que não foi tão boa quanto esperávamos, não porque o Museu não seja muito interessante, mas porque foi atingida por uma das minhas enxaquecas assassinas que me toldam o raciocínio e que tornam um suplício estar acordada ainda que de olhos fechados.

Mas vamos ao que interessa… O Museu está montado num prédio de fachada estreita, na Ribeira do Porto. A entrada é acompanhada por simpáticos animadores trajados a rigor que nos levam a passear pelas várias sala com écrans interactivos repletos de informação sobre a história da Expansão e por salas caracterizadas como convés de navios, onde vestimos armaduras e carregamos canhões. Após várias salas, chegamos ao Cais, onde somos convidados a embarcar em pequenos navios que nos levam, por um circuito aquático, a passar pelas várias fases e destinos da Presença Portuguesa no Mundo. Alguns dos animais são verdadeiros o que dá ainda mais ambiente ao passeio.

O ponto fraco é a loja onde não encontrei nada que valesse a pena trazer como recordação.

Os bilhetes não são baratos. O de adulto custa 14€ se for comprado no Museu e 11,90€ se for comprado online.

Ainda assim, se passarem pelo Porto, vale a pena ir conhecer. Deixo umas fotografias do passeio de barco para abrir o apetite:

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