Surpresas boas

Um dia, num rigoroso inverno passado em Amesterdão, numa espécie de parabéns à volta de uma tarte de morango que a Sofia conseguiu, a custo, comprar numa padaria da cidade depois de pedir quatro vezes um “birthday cake”, a minha amiga e maior fonte de inspiração Mafalda disse que eu tinha sido uma boa surpresa porque tinha entrado na vida dela numa altura em que ela já não estava à espera de fazer grandes amigos, porque o grupo de amigos dela já estava “consolidado” há anos. (É possível que esta seja a frase mais comprida que eu escrevi na minha vida o que só não é um problema porque graças aos tareões literários e gramaticais da professora Manuela Ventura entre o 7º e o 9º ano, aprendi muito cedo a usar e a abusar das vírgulas).

Embora estivesse a morrer de vergonha, porque os meus amigos tinham decidido fazer-me uma roda de elogios à volta do meu bolo de anos, senti-me uma privilegiada. Privilegiada por ter amigos capazes de fazer uma coisa daquelas e por ser uma pessoa especial na vida da Mafalda que é, provavelmente, a pessoa que mais me inspira e que mais me faz evoluir como pessoa em todas as áreas da minha vida.

Há pouco tempo também tive esta sensação de surpresa boa de que ela falou em frente à toalha de riscas da Sofia, naquela noite gélida em que fiz 27 anos. Eu que estava descansadinha, a achar que a turma do funil estava mais do que definida e que, apesar de ser constituída pelas pessoas mais diferentes entre si que consigo imaginar me faz sentir que tenho os melhores amigos do mundo, fui surpreendida pela entrada na minha vida de duas pessoas que não têm nada a ver uma com a outra mas que são daquelas com quem sentimos, desde o primeiro momento, que o nosso coração bate junto e que queremos ter perto sempre.

Em circunstâncias muito diferentes, ligadas aos meus dois maiores vícios – a música e o desporto – a Joaninha e a Raquel superstar passaram a partilhar comigo gargalhadas, alegrias, tristezas, ensaios, concertos, treinos e momentos de muito sofrimento, físico e psicológico, porque os amigos também servem para isso. Estiveram perto nos momentos muito duros de Abril e Maio e estão perto agora, nesta fase fantástica de férias no Rio e início da vida nova.

Por isto tudo, Joaninha e Raquel, bem-vindas à montanha-russa que é a minha vida e o meu coração. Até agora a malta não se queixa muito das minhas maluqueiras e tem ficado por cá 🙂 Arranjem um lugar confortável e sentem-se connosco à volta da mesa! Gosto muito de vocês!

joanaA Joana e eu, à entrada para um concerto na RTP, acompanhadas à esquerda pela Mara Perdigão e à direita pela Joana Carinhas 🙂

raquel

E aqui, a Raquel e eu, antes do lançamento da nova coreografa de Body Vive, no 5º Aniversário do Vivafit de Paço de Arcos que, não sei se já vos disse, mas é o melhor ginásio do mundo 🙂

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