RJ D3 | Na terra de Araribóia

O dia amanheceu bem cedo e chegou muito rapidamente a hora de ir para Niterói. No Rio, tudo dá certo. Não tinha nada especialmente combinado com o Ivan, nem tinha a menor noção de quanto tempo precisava para chegar de Botafogo à Praça XV e da estação das barcas ao outro lado da baía, mas tinha a certeza que tudo ia correr bem.

Os pés estavam a melhorar lentamente e saí de casa a horas para chegar a tempo às barcas, mas antes ainda passei no café do Uruguaio para beber o único expresso decente que conheço nesta terra e apanhei um dos quinhentos ónibus que vão do Rio Sul para a Praça XV. Sempre à janela, apesar do meu feeling me dizer que aqui, os lugares do meio são mais seguros, atravessei a orla até ao Mergulhão (que na verdade é a parte de baixo de um viaduto) e saí na praça XV. A última vez que estive aqui, no 25 de Abril de 2010, a praça estava cheia de gente. Decorria o Viradão carioca, o festival mais democrático da cidade, e eu vim comemorar o nosso dia da liberdade num concerto fantástico do Milton Nascimento. Hoje é fim de semana e por isso a praça, que habitualmente fervilha de gente nas horas de ponta, está calma. Comprei o bilhete e entrei na barca. A travessia para Niterói faz-se em 20 minutos e à chegada lá, não encontrando o Ivan, sentei-me a ler num banco à sombra da estátua do índio Araribóia, que em 1573 recebeu da coroa portuguesa as terras de Niterói, com a missão de defender o lado oriental da Baía de Guanabara. Foi aí que o Ivan me encontrou.

Depois de um almoço num restaurante de esquina e que tinha como prato do dia a minha amada carne seca mineira com aipim…

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…o Ivan apercebeu-se que eu já conhecia todos os pontos importantes de Niterói, menos o Parque da Cidade, que ele também não conhecia.

Pusemo-nos a caminho, esperámos pelo 32 (enquanto apreciávamos a estrutura de ligações eléctricas que mesmo nas zonas com melhor qualidade de vida, é assustadora)…

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…e lá fomos nós até à praia de Charitas e fomos descobrir como é que se subia para a melhor vista sobre a cidade do Rio de Janeiro. Um senhor super simpático informou-nos que teríamos que subir a pé um morro enorme, com uma estrada a pique e nós fomos. Logo no início da subida, graças a Deus, um alemão que ia a passar de carro ofereceu-nos o boleia. Se tivéssemos subido a pé acho que terímos parado antes. Mas quando chegámos lá acima percebemos que teria valido a pena, mesmo que fosse a pé! Enjoy…

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2 thoughts on “RJ D3 | Na terra de Araribóia

  1. Maravilhoso! Qdo for em 2016 vais comigo, nem q tenha q te oferecer o bilhete de aviao! És a melhor guia do Rio de Janeiro e arredores e uma excelente companheira de viagem! Beijos grandes, estou a adorar os posts!

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