O amor é infinitus…

Eu não queria fazer isto, mas dado que a minha amiga Sofia me insultou no seu último post, que podem ler aqui, vai ter que ser.

Ora, a Sofia compara o facto de eu ser defensora dos fracos e oprimidos na Candeia, um lugar onde o amor é infinitus (como diz a Mary), com a protecção que alguns colegas dela exercem em relação a profissionais incompetentes. Em minha defesa quero dizer que:

– Não, o Carlos não está a ver o Sol aos quadrados. Está a viver em casa da mãe e foi pai recentemente. Claro que não acho isto maravilhoso, mas sempre é diferente de andar na rua a roubar carros. Ninguém arriscou tanto a pele pelo Carlos como eu e com isso ganhei o respeito de ele me obedecer mesmo nas noites de campo em que descompensava e se tornava perigoso para os animadores. Um dia ele disse-me que fui a primeira pessoa que lhe disse que gostava muito dele, e com isso ganhei-o!

– É preciso ter lata para falar da minha relação com o Carlos e com outros miúdos difíceis quando se é a menina querida dos miúdos das casas complicadas do Porto! Shame on you!

– Para mim não faz sentido num lugar como a Candeia desistirmos dos mais difíceis. Se eles fossem fáceis não faziam campo connosco, faziam campos para miúdos com famílias estruturadas;

– Isso é tudo muito bonito mas quando o Luizinho se passou da cabeça e estávamos cinco pessoas a agarrar nele, a dona Sofia decidiu pôr-se do lado de fora da 12P a falar com ele, sem que ele a visse, um erro enorme quando alguém está descompensado, situação na qual deve haver um único interlocutor que deve comunicar com o “doente” cara a cara. Resultado: quem levou um banano do miúdo fui eu!

– Sabes o que é que eu fiz a uma pessoa da minha equipa de trabalho no Algarve que manifestou não só incompetência como falta de vontade de trabalhar? Mandei-a para casa porque disse que ela não era uma mais-valia para a equipa.

– E sim, eu acredito que o amor é a maior força do mundo e com amor podemos ganhar qualquer miúdo e continuo a defender que não devemos excluir miúdos dos campos.

Tá bom assim doutora?! 😛

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3 thoughts on “O amor é infinitus…

  1. Eu disse que tu eras uma grande advogada, não disse? 😀
    – Não acho que tivesse especial aptidão pros miúdos difíceis do Porto. Tinha era a mesma pronúncia e isso aproximava-os mais de mim, o que não quer dizer que (excepto no primeiro campo de fogueiras) que os quisesse por perto. Aliás, no último campo tive como amigo secreto um miúdo do Porto com o qual não podia nem com molho de tomate e que continuei a não gramar, e sabe Deus o esforço titânico que fiz durante 10 dias.
    – uma pessoa tão descompensada como o Carlos não devia ter podido ser Pai. Tenho pena da Mãe da criança e do filho(a). E duvido que ele não esteja a gamar carros. E por muito amor que lhe dês e respeito que ele te tenha ganho, tenho sempre e ainda a convicção de então: há pessoas que nascem intrínsecamente más. Não é só a sociedade que as transforma. Pode é ajudá-las, mas nunca as corrige. E pra mim aquele miúdo é mau. Mas eu sou uma impiedosa.
    – quanto ao Luis, quem não sabe é como quem não vê, já ouviste dizer? ou seja, eu não fazia puto de ideia do que fazer com o miúdo, nunca tinha visto um puto cego de raiva, e eu estava a dormir na 12P, tinha tomado banho e estava ali por acaso. E não podia trocar de roupa pq estavam 6 pessoas lá dentro. E acho que fizeste um trabalho brilhante, e não acho que seja aí que foste defensora dos oprimidos.
    – há miúdos fáceis, há muídos difíceis e há miúdos que precisam de psiquiatra e de pessoas que tenham formação pros acompanhar, e não acho, nem nunca achei que a Candeia fosse lugar pros terceiros pq nós não temos formação. A Candeia é amor infinito, mas amor infinito significa saber quando ceder pra que outros intervenham e acharmos que somos nós os salvadores da Pátria.

    Eu só te comparei a ti e à minha colega porque ambas têm um coração do tamanho do mundo e ela acha que o nosso local de trabalho é a Candeia dela. E trata as pessoas como tu tratas os miúdos da Candeia, principalmente os mais difíceis, com amor infinito e fazendo o impossível por eles.
    E tal como na Candeia, não é da competência dela.
    Até pq e cá pra nós, nem ela nem ninguém os põe a bulir. Assim como não há medicamento que devolva a sanidade mental ao diabo da tasmânia que é o Carlos e mesmo respeitando-te, o gajo continua a ser um perigo para as pessoas que o rodeiam.

    E tu és uma chata na tua mania de salvar os oprimidos, mas eu gosto muito de ti e não precisavas de te ter “defendido”. Beijos!

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