A estrada nacional, a terra do Carlos e a vida sem telemóvel…

Finalmente chegaram as férias. De três dias (que excesso!!!) Depois há campo de Labaredas e o descanso fica em stand-by até ao fim do mês, onde há mais três dias calmos à minha espera em Fontanelas!

Ao fim de alguns anos a pensar nisto, decidimos realizar a proeza de fazer a viagem pelo interior do país sem passar por auto-estradas. Teve graça tirar das opções do GPS as “auto-estradas” e “portagens” e acrescentar “estradas não pavimentadas”. O destino é a Casa dos Matos, tão perdida no meio do Parque Natural da Serra d’Aire e Candeeiros que tenho tido bastante dificuldade para trocar alguns SMS com a Andreia e com a minha mãe!

A estrada nacional é uma experiência fantástica, já não me lembrava de viajar assim. Além dos nomes irrepetíveis de terras por onde passámos, se eu estivesse de máquina na mão poderia ter acrescentado um sem número de imagens às de “Portugal no seu Melhor!”. Algumas curvas depois de Óbidos, dei de caras com um edifício enorme, religioso certamente, e ligeiramente familiar… estava de caras com o Mosteiro de Alcobaça! Este é o tipo de sensação que se tem ao andar a pé pelas ruas de Roma. Virar uma esquina e encontrar um pedaço de património histórico de dimensão avassaladora. E é, claramente, o tipo de sensação que não se tem ao circular na auto-estrada.

Outra coisa que se aprende na estrada nacional é que seria maravilhoso se a TSF tivesse uma cobertura nacional da dimensão da que tem a RR. (Vou ser maltratada por ter dito isto) Às vezes sinto que a TSF tem em qualidade de conteúdo o que a RR tem em qualidade da rede de transmissores, o que é uma pena… por vários motivos. Chegar a estas terras e passar por estas gentes, que também são as nossas, ao mesmo tempo que se ouve o Carlos Vaz Marques a entrevistar o José Hermano Saraiva é uma experiência de portugalidade profunda e que dá que pensar. Ouvir barbaridades como “A PIDE era uma polícia sem força física” e “O Salazarismo não foi uma ditadura” podem dar a volta ao estômago, mas também nos fazem conhecer outra perspectiva da realidade e sobretudo, pensar a nossa história e o que nos trouxe até ao ponto em que estamos.

Por hoje é tudo e só com uma fotografia, a da Rua da Casa dos Matos, em Alvados, Mira d’Aire, mesmo perto da terra do Carlos, a quem telefonei assim que vi o mosteiro, porque ainda tinha rede. By the way, tenho saudades tuas.

Até amanhã!

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2 thoughts on “A estrada nacional, a terra do Carlos e a vida sem telemóvel…

  1. Sou e gosto de ser, o que não significa que ache que o resto do país é paisagem. Desde muito nova que me habituei a conhecer Portugal inteiro, só que há muitos anos que não fazia uma viagem destas…

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